Dentro das ações da Campanha Nacional dos Bancários, o SindBancários Porto Alegre e Região e a Fetrafi-RS realizaram, nessa terça-feira (11/8), a Plenária Estadual da Caixa. O encontro virtual reuniu dezenas de empregados do banco para atualizar informações sobre as negociações. O tom da plenária foi de mobilização, com destaque para a necessidade de organização nas bases para intensificar as ações, virtualmente, mas principalmente de forma presencial nas unidades de trabalho.
A plenária foi coordenada por Paulo Caetano, diretor do Sindicato e suplente na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, e contou com a participação de Lucas Cunha, representante do Rio Grande do Sul na CEE/Caixa, além de outros dirigentes. Os presentes tiveram espaço para apresentar questionamentos e sugestões sobre o andamento das tratativas com a Caixa.
Saúde Caixa é prioridade nas negociações
Um dos principais temas debatidos foi o Saúde Caixa, que está entre as pautas centrais das negociações com o banco. Em cinco rodadas realizadas até o momento, a Caixa apresentou uma proposta para o plano que foi rejeitada pela CEE/Caixa.
Entre os pontos criticados estão o aumento da contribuição dos titulares de 3,5% para 5,5% da remuneração-base, a elevação das mensalidades dos dependentes e o aumento do limite de comprometimento da renda familiar.
Lucas Cunha destacou que, neste ano, o Saúde Caixa e a PLR passaram a ser negociados junto ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da Caixa.
“Temos que buscar a renovação dos três acordos, garantindo a manutenção dos direitos e agregando novas conquistas. O Saúde Caixa é um dos grandes temas da negociação e entendemos que não pode haver aumento das mensalidades para os colegas, que já têm dificuldades de arcar com os custos atuais”, afirmou.
O representante da CEE/Caixa ressaltou ainda a necessidade de derrubar o teto de custeio e retomar uma participação maior do banco no financiamento do plano. Segundo ele, a reivindicação é que a Caixa retome o modelo anterior, passando a arcar com 70% das despesas, enquanto os empregados contribuem com 30%. Atualmente, a divisão está próxima de 52% para o banco e 48% para os trabalhadores.
Além do Saúde Caixa, estão em negociação outros temas, como Promoção por Mérito, SuperCaixa, PLR Social, diversidade e inclusão, saúde e adoecimento, metas, remuneração, carreira, endividamento, novo PFG e PCS, Figital, defesa da Caixa e Funcef.
A Caixa apresentou proposta para Promoção por Mérito, que também foi rejeitada pela representação dos empregados, por entenderem que aumentaria a dificuldade para conquista dos deltas.

Mobilização precisa crescer nas bases
Diante do cenário das negociações, os dirigentes reforçaram que a mobilização é fundamental para pressionar tanto a Caixa, sobre os acordos específicos, quanto a Fenaban, para que apresente em mesa ao Comando Nacional dos Bancários uma boa proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Paulo Caetano destacou que a Campanha Nacional ocorre em uma conjuntura complexa, em ano de eleições, e que é necessário sensibilizar os trabalhadores para ampliar a participação nas ações.
“É a campanha das nossas vidas e temos que intensificar as mobilizações nesta reta final, não só nas redes, mas também nas ruas. Pedimos que conversem com colegas para repassar o que foi debatido na plenária e buscar engajamento nas próximas atividades. Precisamos de indignação e mobilização coletiva para garantir um bom acordo para os empregados da Caixa”, salientou o dirigente.
Entre as possibilidades discutidas estão retardamento da abertura das agências, paralisações e, se necessário, greve. Tiago Pedroso ressaltou a importância de avaliar a força da categoria e organizar as bases para uma mobilização integrada.
“Precisamos ter unidade e força. Os empregados estão indignados e querem que os sindicatos promovam mobilizações presenciais. Então temos que entrar nessa luta para ir até o fim e pressionar a Caixa para obter conquistas”, destacou.
Os participantes da plenária defenderam a definição de um Dia Nacional de Luta na Caixa, unificando as bases em uma grande mobilização nas próximas semanas.
Lucas Cunha também reforçou que a negociação precisa avançar. “Temos que negociar até esgotar todas as possibilidades, e é isso que estamos fazendo. Esperamos que a Caixa apresente uma proposta que contemple as reivindicações dos empregados. Mas só vamos conseguir tirar algo diferente do banco com pressão por meio da mobilização coletiva”, afirmou.
A próxima mesa de negociação com a Caixa ocorre nesta sexta-feira (14). A expectativa da representação dos trabalhadores é que o banco apresente uma proposta decente, que possa ser debatida pela CEE/Caixa e, posteriormente, levada à apreciação dos empregados em assembleias.
Confira o calendário da Campanha Nacional
13 de agosto – Mesa Fenaban
14 de agosto – Mesa Caixa
18 de agosto – Mesa Fenaban
19 de agosto – Mesa Caixa
25 de agosto – Mesa Fenaban
24 a 28 de agosto – Mesas Caixa
31 de agosto – Último dia de vigência da atual CCT dos bancários e do ACT da Caixa
Fonte: SindBancários de Porto Alegre e Região